Ouvir as associações feministas sobre a promulgação ontem pelo presidente da Lei da Paridade foi tarefa de gáudio garantido! Não porque tenha seja o que for contra a defesa da iguladade de direitos entree sexos, mas porque as reacções vão do mais tímdo, sensível e modesto que há, até à exigência do "queremos que no Parlamento haja horários compatíveis com a vida familiar!".
Pois bem, passemos a raspar ao de leve a nata do problema:
Raspão 1-
a necessidade da lei: de facto, no parlamento português o género feminino é fauna rara no meio das manadas de parlamentares masculinos, que conforme os casos contribuem pior ou melhor para a qualidade da representação política dos portugueses. No entanto, o número de mulheres presentes nas listas do PS e BE mostram bem como estas estão cada vez mais presentes na política nacional. Tendo em conta que partiu do PS a proposta de lei, e que foi ideia deste partido a penalização prevista na 1º versão, vetada pelo PR, que previa a impossibilidade de apresentar as listas que não cuprissem as "quotas", é caso para perguntar: não seria a atitude de "paridade" socialista suficiente para motivar os outros partidos a mudar lentamente? Ou terá sido uma tentativa de "maldadezinha política", para chatear PSD, PCP e PP?
Por outro lado, coloca-se ainda outra interrogação nevrálgica: é só no parlamento que estão presentes as mulheres ao nível da política? Não. Nas autarquias, especialmente, mas também no parlamento europeu, as mulheres estão presentes e em força com uma competência impressionante, superior, equivalente ou inferior, conformes os caos particulares, aos outros parlamentares, que por uma ou outra razão tivera, o azar ou sorte de nascer homens! Porquê regulamentar uma matéria que está em plena evolução hoje?
Raspão 2 -a acusação de machismo político ou a a mulher-política à força: nas
reacções à peromulgação da lei, organizações como a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) declararam-se "muito satisfeitas" com a lei e asseguraram que ela garantiria uma "maior contribuição das mulheses para a vida política portuguesa". De facto, a intenção da lei é essa, e a nível factual, ela vai acontecer. Do fundo do coração, desejo que isso aconteça. Mas, e se virmos mulheres a serem "obrigadas" a enveredarem por determinado tipo de carreira política e/ou acção/opinião apenas pela pressão dos (e das) seus (e suas) pares? Uma obrigação de constar da lista eleitoral, em local elegível, para determinado cargo com a proeminência (maior ou menor) convencionada pelo partido para uma mulher, sem respeitar o "timimg" ou a preferência ou a competência dessa mesma mulher para outra área.
Qual o resultado? Jovens inexperientes que são empurradas para certos cargos cedo de mais, outras que vão ter de esperar para poder participar nas suas áreas de competência... Conversa de machista?! NEM PENSAR!!!! É que os homens soofrem do mesmo mal, mas graças ao facto de serem muitos dentro dos partidos, é possível equilibrara as contas e as vontades numa espécie de "economia de escala"...
Raspão 3- "
o quero mais!" do costume: A razão pela qual não citei acima as organizações feministas que estavam contra a Lei da paridade é a mesma pela qual só agoar refiro os partidos políticos. Em ambos os casos, temos posições de desacordo. Só que enquanto os partidos negam o mérito da lei com base no facto de esta estabelecer limites legais que são independentes do mérito individual em relação a cada um dos sexos, as associações feministas
contra a lei dizem que esta não altera nada e deixa por resolver os "verdadeiros" problemas das mulheres na política: horários compatíveis com o cuidado dos filhos, sem reuniões até às tantas... Então resta fazer duas perguntas: para que raio servem os PAIS das crianças a cargo das deputadas e autarcas? E porque devemos tratra a política como uma espécie de emprego das 9 às 5, desconsiderando as mulheres jornalistas, médicas, enfermeiras, cozinheiras, advogadas que vão muito para além do horário familiar e contrbuem activamente para a nossa sociedade? E não me veham dizer que todas deveriam ter esse horário...
Quotas? Não. Apoio moral, profissional e familiar? Sim!