Sexta-feira, Setembro 01, 2006

Querer ser mais sem poder

Querer os amigos e não os querer ter. Desejar perdões por coisas mal cometidas, escudadas em desculpas circunstanciais pelo bem-estar da família e tendo para o ego só o fel do mal.
Sentir orgulho por segundos antes de errar na viagem para outros mundos, onde o possível nos esmaga e o potencial nos sacode o sorriso de cima do queixo e, debaixo do nosso nariz no-lo transporta para o condado da insatisfação.

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

A estrela feroz de seis pontas

Citando o Arrastão, de Daniel Oliveira, a que acedi via O Insurgente:

«No que podemos falar do presente, como o Hezbollah, o Estado israelita sequestra, como o Hezbollah, o Estado israelita mata civis como táctica de terror, como o Hezbollah, o Estado israelita não cumpre nenhuma regra comummente aceita para a guerra.(...)Israel é um Estado democrático sem nenhumas preocupações em matéria de direitos humanos quando se trata da vida de árabes.»

É triste, mas pelo que se vai vendo e ouvindo, bem verdade.

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

Lido no site da TSF:
«A Carris vai acabar com o bilhete tradicional de papel a 9 de Setembro, passando os utentes dos autocarros e eléctricos da Carris a usar somente o cartão "Sete Colinas". Os novos "bilhetes" passam a ser horáriose não de viagem, como até acontecia.
( 13:59 / 21 de Agosto 06 )
A Carris vai acabar com o bilhete tradicional de viagem pré-comprado, em formato de papel, já a 9 de Setembro, passando os passageiros a utilizar apenas o cartão "Sete Colinas".O coordenador da Unidade de Controlo Operacional e Planeamento da Rede da Carris explicou que o cartão que passará a ser utilizado é validado «à entrada do veículo nos validados do sistema de bilhética electrónica».José Maia frisou ainda que estas alterações não vão aumentar os custos para os utentes dos autocarros e eléctricos de Lisboa e que a partir de agora os novos "bilhetes" são de validade horária.«Durante uma hora, as pessoas podem transitar de veículo para veículo e de carreira para carreira sem qualquer penalização tarifária», acrescentou este responsável da Carris.»


O que é isto? Então agora, um cidadão compra títulos de ida e volta para um local (mais do que um módulo), demora mais do que uma hora e tem de comprar outro? Bilhetes na hora?! Isso não!!!

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Bifes sem gás que hão-de vir do frio...


Isabel Aveiro, no Jornal de Negócios, escreveu hoje que :

«Quando no início de 2006 Moscovo decidiu pressionar a Ucrânia, reduzindo o fornecimento de gás à Europa, algumas das maiores economias da região, como a Itália, Alemanha e a França aperceberam-se da sua dependência.
Sozinha a Gazprom fornece 25% do consumo da UE, que deverá passar para 33% em 2010, noticia hoje o Jornal de Negócios.»


De facto, se não temos cuidado estes russos ainda nos passam a perna. O gás vindo do frio pode entrar em breve a Europa por Portugal e dar ao senhor Putin o controlo dos aquecedores e fogõs da Europa. Não sei se o presidente da Rússia terá jeito para cozinhar, mas se não tomarmos cuidado em pressionar as duas empresas a manterem apenas uma relação cordial ainda nos habilitamos a provar no futuro, à semelhança dos ucranianos, em Janeiro a comer bife tártaro...


Quarta-feira, Agosto 09, 2006

Desejo

Não me amem por aquilo que eu sou. Mas pelo que aconteço. Não procurem como eu a causa. Porque eu só sou consequência...

Obikwelu II

E lá vai a segunda medalha de Ouro, desta vez nos 200 metros. è um senhor este luso-nigeriano...

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Outra vitória

Obikwelu ganhou! Nos Campeonatos da Europa de Atletismo, em Gotemburgo (Suécia) este amigo nascido na Nigéria emprestou-nos mais uma vez a sua "cilindrada" e venceu a prova dos 100 metros em 9,99 segundos, novo recorde da competição... Orgulho nacional!

Paridades

Ouvir as associações feministas sobre a promulgação ontem pelo presidente da Lei da Paridade foi tarefa de gáudio garantido! Não porque tenha seja o que for contra a defesa da iguladade de direitos entree sexos, mas porque as reacções vão do mais tímdo, sensível e modesto que há, até à exigência do "queremos que no Parlamento haja horários compatíveis com a vida familiar!".
Pois bem, passemos a raspar ao de leve a nata do problema:

Raspão 1- a necessidade da lei: de facto, no parlamento português o género feminino é fauna rara no meio das manadas de parlamentares masculinos, que conforme os casos contribuem pior ou melhor para a qualidade da representação política dos portugueses. No entanto, o número de mulheres presentes nas listas do PS e BE mostram bem como estas estão cada vez mais presentes na política nacional. Tendo em conta que partiu do PS a proposta de lei, e que foi ideia deste partido a penalização prevista na 1º versão, vetada pelo PR, que previa a impossibilidade de apresentar as listas que não cuprissem as "quotas", é caso para perguntar: não seria a atitude de "paridade" socialista suficiente para motivar os outros partidos a mudar lentamente? Ou terá sido uma tentativa de "maldadezinha política", para chatear PSD, PCP e PP?
Por outro lado, coloca-se ainda outra interrogação nevrálgica: é só no parlamento que estão presentes as mulheres ao nível da política? Não. Nas autarquias, especialmente, mas também no parlamento europeu, as mulheres estão presentes e em força com uma competência impressionante, superior, equivalente ou inferior, conformes os caos particulares, aos outros parlamentares, que por uma ou outra razão tivera, o azar ou sorte de nascer homens! Porquê regulamentar uma matéria que está em plena evolução hoje?

Raspão 2 -a acusação de machismo político ou a a mulher-política à força: nas reacções à peromulgação da lei, organizações como a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) declararam-se "muito satisfeitas" com a lei e asseguraram que ela garantiria uma "maior contribuição das mulheses para a vida política portuguesa". De facto, a intenção da lei é essa, e a nível factual, ela vai acontecer. Do fundo do coração, desejo que isso aconteça. Mas, e se virmos mulheres a serem "obrigadas" a enveredarem por determinado tipo de carreira política e/ou acção/opinião apenas pela pressão dos (e das) seus (e suas) pares? Uma obrigação de constar da lista eleitoral, em local elegível, para determinado cargo com a proeminência (maior ou menor) convencionada pelo partido para uma mulher, sem respeitar o "timimg" ou a preferência ou a competência dessa mesma mulher para outra área.
Qual o resultado? Jovens inexperientes que são empurradas para certos cargos cedo de mais, outras que vão ter de esperar para poder participar nas suas áreas de competência... Conversa de machista?! NEM PENSAR!!!! É que os homens soofrem do mesmo mal, mas graças ao facto de serem muitos dentro dos partidos, é possível equilibrara as contas e as vontades numa espécie de "economia de escala"...

Raspão 3- "o quero mais!" do costume: A razão pela qual não citei acima as organizações feministas que estavam contra a Lei da paridade é a mesma pela qual só agoar refiro os partidos políticos. Em ambos os casos, temos posições de desacordo. Só que enquanto os partidos negam o mérito da lei com base no facto de esta estabelecer limites legais que são independentes do mérito individual em relação a cada um dos sexos, as associações feministas contra a lei dizem que esta não altera nada e deixa por resolver os "verdadeiros" problemas das mulheres na política: horários compatíveis com o cuidado dos filhos, sem reuniões até às tantas... Então resta fazer duas perguntas: para que raio servem os PAIS das crianças a cargo das deputadas e autarcas? E porque devemos tratra a política como uma espécie de emprego das 9 às 5, desconsiderando as mulheres jornalistas, médicas, enfermeiras, cozinheiras, advogadas que vão muito para além do horário familiar e contrbuem activamente para a nossa sociedade? E não me veham dizer que todas deveriam ter esse horário...

Quotas? Não. Apoio moral, profissional e familiar? Sim!

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Orgulhosos



Não sei qual foi a intenção de Pedro Mexia ao postar isto, mas eu tomo-o para as minhas intenções: uma das coisas que mais devia orgulhar quem trabalha ou estuda é exactamente, "quando há algo estranho/no teu bairro quem vais chamar? /Quando há um problema a matar e não sabes como? Quem vais chamar? CAÇA -FANTASMAS! (tradução libérrima, algo deturpada da letra original em inglês)". Ou seja, quando somos nós a quem se recorre quando as coisas dão para o torto temos razões para estar orgulhosos. Porquê? Porque marcamos a diferença, não como cristos-com-a-mania-que-querem-salvar-o-mundo mas coo decisores conscientes e que têm a coragewm de assumir resposanbilidades. E isso dá orgulho!

Cogito, ego sum!